Fim do orelhão: saiba quantos ainda existem em Roraima
22/01/2026
(Foto: Reprodução) Fim do orelhão: Anatel começa retirada definitiva no Brasil
Os orelhões, telefones públicos que marcaram gerações no Brasil, começam a ser retirados das ruas do país a partir deste mês de janeiro. Em Roraima, 66 aparelhos ainda estão instalados, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
📞 A retirada ocorre porque, no ano passado, terminaram as concessões do serviço de telefonia fixa das cinco empresas responsáveis pelos aparelhos. Com o fim dos contratos, as operadoras deixaram de ter obrigação legal de manter a infraestrutura deles.
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De acordo com o levantamento, todas as 15 cidades de Roraima ainda têm orelhões. Amajari, no Norte do estado, é o município com maior número de aparelhos: são 10 unidades instaladas na região.
👂 Em seguida aparecem Boa Vista, com oito aparelhos, e Caracaraí, com sete. São João da Baliza, no Sul do estado, tem apenas um orelhão, o menor número entre os municípios (veja mais no mapa abaixo).
A retirada dos orelhões não será feita de forma imediata em todas as cidades. Em janeiro, começa a remoção em massa de carcaças e aparelhos já desativados. Os telefones públicos devem ser mantidos apenas em locais onde não há rede de celular disponível, e somente até 2028.
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☎️ Símbolo nacional
Orelhão surgiu em 1971 no Brasil.
Acervo de Chu Ming Silveira/reprodução
O orelhão surgiu em 1971, criado pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira. Inicialmente eles tinham outros nomes, como Chu I e Tulipa.
Cabines telefônicas existiam em outros países, mas a criação da arquiteta, enquanto trabalhava em uma companhia telefônica, se tornou icônica pelo seu design, reproduzido em outros países como Peru, Angola, Moçambique e China.
Além de diferente, o formato tinha uma justificativa funcional: a qualidade acústica. O som entrava na cabine e era projetado para fora, diminuindo o ruído na ligação e protegia quem falava do barulho externo.
Orelhão localizado na Rua Uchôa Filho, próximo a Unesp de Presidente Prudente (SP)
Enzo Mingroni/g1/Arquivo
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